Aceitação: de si e dos outros

Saiba como a autoaceitação pode te ajudar agora sem te prejudicar no futuro e sem aumentar o peso do julgamento sobre quem está ao seu redor.

Pela primeira vez, a busca no Brasil por “cabelos cacheados” superou a por “cabelos lisos” no Google. “Transição capilar”, que define o período em que alguém abandona a química de alisamento, foi procurada 55% mais em 2017 do que em 2015. Esses dados são de pesquisa do Google Brand Lab e indicam uma coisa: as mulheres aceitam cada vez mais seus cabelos como são sem tentar se encaixar no padrão liso. E o movimento é maior do que isso: o grisalho tem sido cada vez mais assumido, os diferentes formatos do corpo também. Qual a importância dessa autoaceitação? Existem situações de excesso nessa busca?

Aceitar-se significa estar bem consigo mesmo. Para isso, é preciso desligar-se de julgamentos alheios, já que não é possível agradar a todos – quem já tentou, sabe bem disso. Também é essencial não se comparar com ninguém, uma vez que cada um terá suas dificuldades e facilidades, suas vitórias e suas batalhas – e é impossível comparar tantas peculiaridades. Outro passo fundamental é perdoar-se a partir da compreensão de que todos falham – aprender com os erros é mais eficiente do que se martirizar por eles. Não é novidade para ninguém que esse processo é tão difícil quanto necessário para se viver bem.

Mas por aqui nós sempre falamos que exageros nunca são bem-vindos e não é diferente nesse tópico. A autoaceitação se torna um problema quando te impede de cuidar da saúde com a desculpa de que “seu corpo é assim mesmo”, por exemplo. Ou quando te faz negar sentimentos ruins porque você acha que eles não devem fazer parte da sua vida. Ou até quando eleva sua autoestima de tal forma que acaba diminuindo os outros aos seus olhos e, assim, leva a comportamentos antissociais. É por isso que listamos algumas dicas para ficar só com o melhor da autoaceitação!

Reconheça suas emoções

O passo mais importante no processo de autoaceitação é se conhecer. E isso inclui reconhecer os sentimentos negativos, eles fazem parte da vida. Negá-los pode te levar a jogar para debaixo do tapete questões que, em algum momento, você terá que enfrentar – e talvez elas já estejam grandes demais quando esse momento chegar. O melhor é entender o que te faz se sentir mal, identificar formas que te ajudam a superar esses momentos. E, ainda, entender que todas as pessoas têm altos e baixos, isso faz parte da vida. Permita-se sentir também a tristeza – mas, claro, se isso tornar uma rotina, procure ajuda.

Cresça e apareça

Aceitar-se significa ser feliz com quem você é, mas isso não deve te levar a paralisar-se. Continue crescendo e dê a você mesmo cada vez mais motivos para se amar. E não só profissionalmente. Se gosta de música, que tal aprender a tocar um instrumento? Se sua paixão é movimentar-se, invista em um esporte, monte equipes, entre em competições. Ah, adora viajar? Além de guardar dinheiro para rodar pelo mundo, quem sabe você também não investe em estudar uma nova língua para fazer novos amigos por onde passar? Ser melhor a cada dia vai tornar mais fácil superar momentos difíceis porque você vai olhar para trás, pensar no quanto você cresceu e entender que tem forças o suficiente para continuar nesse caminho.

Responsabilizar-se não é culpar-se

Uma etapa indispensável para quem está praticando a autoaceitação é livrar-se da culpa. Isso não significa, porém, falta de responsabilidade sobre seus atos, mas uma forma diferente de lidar com as falhas. Não vale também descontar a culpa nas bebidas alcoólicas e exagerar nas doses.

Reconheça suas falhas, mas pense no que te levou a elas e em como pode evitá-las a partir dali. O erro gerou problemas? Foque em como resolvê-los. Culpar-se vai te fazer ficar estático e não ajuda em nada. Não reconhecer seus erros te ajuda ainda menos.

Respeite o outro

Não é incrível poder se respeitar? Então, pratique isso também com quem está ao seu redor. Entenda que não só você, mas todos têm suas dificuldades. Seu colega de trabalho errou? Assim como você não se culparia, não faça isso com ele. Ajude-o a encontrar soluções para os problemas e a evitar essas falhas no futuro. Seu namorado ou sua namorada querem investir em um novo hobby? Incentive-o (a). Seu melhor amigo está triste? Acontece de vez em quando com todo mundo. Se puder, ajude-o a superar o momento, se não, respeite-o. Não gostou do novo corte de cabelo da sua mãe? Lembre-se que é ela, não você, que precisa estar satisfeita – no lugar de criticar o novo visual, você pode exaltar uma das conquistas dela, por exemplo.

Ou seja, seja sua melhor versão todos os dias e ajude aqueles com quem você convive a fazerem o mesmo. Basta ter um pouco de equilíbrio no dia a dia. Pratique!

Fontes: Instituto de Psiquiatria do Paraná, do Google BrandLab e do The Huffington Post Brasil.

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