Ácido fólico na gravidez: use, mas sem excesso

Essencial para o bom desenvolvimento do feto, a substância, encontrada em frutas e verduras, não deve ser consumida pelas gestantes com exagero.

Ele é essencial para o desenvolvimento neurológico dos fetos. Não é a toa que ginecologistas e obstetras indicam a ingestão de alimentos com ácido fólico, especialmente nos primeiros meses de gravidez. Como tudo, porém, o excesso deve ser evitado, já que, de acordo com pesquisa feita na Escola de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins, altos índices da substância durante a gravidez pode ser um fator ligado ao desenvolvimento de autismo pela criança.

O ácido fólico é encontrado em uma série de frutas e vegetais. Seu consumo pela mãe é importante e pode evitar que os bebês desenvolvam problemas como anencefalia e lábio leporino. É preciso, porém, não exagerar.

O estudo analisou o nível de ácido fólico em 1.391 mães logo após e parto e posteriormente acompanhou seus filhos entre os anos de 1998 e 2013. Foi constatado que as mães de crianças autistas tinham níveis quatro vezes maiores de folato do que o recomendado – uma a cada dez voluntárias tinham o excesso da substância no sangue. Assim, o ideal é ter acompanhamento médico durante a gravidez para ajudar a controlar os níveis da substância.

Existem quantidades padrões recomendadas, mas o médico é importante porque alguns hábitos, como as atividades físicas, podem alterar as dosagens necessárias de ácido fólico. Na média, recomenda-se ingerir de 0,4 a 0,8 miligramas por dia antes de engravidar e nos três primeiros meses da gestação. A recomendação é da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Uma série de fatores está ligado ao desenvolvimento do autismo, inclusive hereditariedade. Em geral, é a associação de mais de um deles que leva ao desenvolvimento da doença. Aproveitamos para dar outras dicas, além do uso moderado de ácido fólico, para serem seguidas durante a gestação com o objetivo de evitar o problema:

1- Antidepressivos: evite.

Se estiver com problemas de depressão, procure tratá-los antes de engravidar, já que estudo publicado no periódico Archives of General Psychiatry em novembro de 2011, que envolveu 298 crianças com distúrbios do espectro do autismo (ASD, na sigla em inglês) e 1.507 crianças no grupo de controle, indicou que esses medicamentos durante a gestação podem dobrar os riscos de autismo nas crianças.

2- Obesidade: controle.

Esse é outro fator de risco. Busque hábitos mais saudáveis antes e durante a gestação e tente perder os quilos extras. Pesquisa publicada no periódico Pediatrics em abril de 2012 indica que a obesidade materna aumenta em até 67% a chance da criança sofrer do distúrbio.

3- Fumar: não recomendado.

Aproveite a gestação para abandonar o vício, que está associado a distúrbios como a Síndrome de Asperger, um tipo mais leve de autismo. Essa é a conclusão de um estudo realizado pelo Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), nos EUA, que analisou dados de 633.989 crianças nascidas entre 1992 e 1998.

Fontes: Com informações do Insttuto Pensi, Jonal O Estado de São Paulo e Revista Veja.

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