Chega de impulsividade!

Sua personalidade forte te faz agir sem pensar? Controlar o impulso e evitar se precipitar pode contribuir e muito para seu desenvolvimento pessoal e profissional. Acompanhe nosso passo a passo.

A intenção não foi ofender, muito menos desestimular seus colegas, mas agora o estrago está feito. Você falou o que quis, ouviu coisas desagradáveis e não dá pra voltar atrás. Quem nunca se viu numa situação dessa por ter falado o que veio à cabeça e se sentiu super mal depois? Apesar de ser uma pessoa transparente, corajosa e admirada por falar o que pensa, em certas situações agir por impulso compromete o seu filtro, o que está prejudicando sua vida profissional: esse foi um dos motivos do seu colega ter sido promovido no seu lugar.

Para piorar a situação, o lado pessoal não tá mil maravilhas também. No último encontro da turma você exagerou nas doses alcoólicas e despejou algumas “verdades” sobre o seu melhor amigo, que não gostou nada do que ouviu e resolveu se distanciar. No fundo você sabe que anda pisando na bola e que beber em excesso só piora as coisas. Sabe ainda que será necessário mudar algumas atitudes, parar de se queixar dos outros e, principalmente, controlar sua impulsividade. É uma missão e tanto, mas pode se tranquilizar que estamos aqui para te ajudar. Pesquisamos metodologias modernas e eficazes para te mostrar, em três passos, como ter mais inteligência emocional para controlar seus impulsos. Acompanhe:

1º passo: sem desculpability

Você agiu por impulso, falou o que não devia, mas culpou o colega e o momento de tensão por essa atitude. Essa é o típico “desculpability” (forma de atribuir suas falhas a causas externas). O termo, difundido pelo coach e escritor João Cordeiro, é uma atitude comum de autodefesa, usada por aqueles que preferem criar desculpas internas para ações não pensadas. São vários os exemplos de “desculpability” e entre eles está também o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, seja para criar “coragem” de falar o que pensa ou na tentativa de aliviar um momento estressante. Não caia nessa armadilha! Conhecer suas próprias desculpas internas e como elas podem ser nocivas é o primeiro passo para uma mudança positiva.

2º passo: assuma as responsabilidades

Conhecer a fundo seus sentimentos, entender seus lados positivos e o que pode ser melhorado, como é o caso da impulsividade, é a maneira ideal para resolver problemas e estimular suas qualidades. De acordo com João Cordeiro, que define essa atitude como “accountability” ou autoresponsabilidade, a não vitimização e a vontade de se desenvolver são atitudes fundamentais para criar novos modelos mentais e buscar meios práticos de resolver problemas. Lembrando que cada pessoa vai agir da maneira mais adequada à própria realidade: seja praticando exercícios de autoconsciência ou buscando ajuda profissional.

3º passo: gerencie seus sentimentos

Depois de usar o accountability para enxergar seus pontos positivos e saber como eles podem ser úteis para controlar atitudes negativas (como seu impulso), chegou a hora de gerenciar as próprias emoções. Saber lidar com as próprias emoções aumenta a capacidade de perceber a si mesmo, e quando usar suas emoções com as pessoas ao seu entorno (e, claro, sabendo ler o ambiente em que vocês estão inseridos).

Por exemplo, ao receber uma notícia negativa sobre o resultado de um trabalho importante, você não vai se exaltar com os colegas de equipe. Ao conhecer bem seus sentimentos, você não vai precisar bloqueá-los e virar uma bomba-relógio ambulante. No lugar, vai recorrer a ações práticas que te acalmam como respirar fundo, dar uma volta até aliviar a tensão ou conversar com uma pessoa de confiança. Saber a hora de falar ou de manter-se em silêncio é um sinal super importante de autocontrole emocional, seja para sua vida profissional ou pessoal.

Além de contribuir para o seu desenvolvimento em vários âmbitos da vida, saber gerenciar suas emoções também é uma maneira de evitar excessos não só no consumo de bebidas alcoólicas, mas em outros aspectos como alimentação inadequada, consumismo ou exageros nas jornadas de trabalho (principais excessos cometidos pelos brasileiros, como identificado em nossa pesquisa.

Fonte: com informações dos livros Accountability e Desculpability

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