Entenda sobre Alzheimer e o excesso de açúcar

Conheça a pesquisa que indica que esse mal hábito na alimentação pode ser decisivo para o desenvolvimento da doença e veja também dicas para conviver com quem já desenvolveu essa condição 

Seu avô já não conta aqueles “causos” de antigamente. Ou aquela sua vizinha, que na infância fazia os doces mais gostosos para você, não te reconhece mais. Situações como essas, tantas vezes atribuídas ao envelhecimento e à senilidade, podem estar ligadas a uma doença cada vez mais comum, o Alzheimer. Embora ainda existam poucas informações sobre as causas desse estado de saúde, estudos indicam que evitar certas atitudes pode pelo menos retardar seu aparecimento. Conheça uma das pesquisas mais recentes nesse campo, que mostra como o excesso de açúcar pode ser um dos gatilhos para o problema, e ajude pessoas próximas a se prevenirem. Já convive alguém com a doença? Veja também nossas dicas para lidar com a situação.

Açúcar – A partir da análise de tecidos cerebrais de pacientes com e sem diagnóstico de  Alzheimer, pesquisadores da Universidade de Bath, na Inglaterra, descobriram que o excesso de açúcar afeta uma enzima conhecida como MIF. O mal funcionamento de tal enzima estaria relacionado ao “ponto de virada” da doença, ou seja, ao momento em que os sintomas começam a aparecer. “Excesso de açúcar já é muito conhecido como fator que leva ao desenvolvimento de obesidade e diabetes, mas essa ligação com o Alzheimer é outra razão para controlarmos o açúcar em nossa dieta”, explica Omar Kassaar, um dos coordenadores do estudo, que foi publicado na Scientific Reports.

Dicas – Quem já convive com pessoas com Alzheimer, sabe que uma das coisas mais difíceis é lidar com os sintomas de demência, como perda de memória e dificuldades de comunicação. Mas você também pode ajudar a minimizar esses sintomas e a garantir uma vida mais digna à pessoa com essas três dicas simples:

1- Lembranças: ver fotos antigas pode ser divertido para você e para sua família. Para quem tem  Alzheimer é, também, um momento de exercitar o cérebro com conforto, já que costuma ser mais fácil se lembrar de coisas antigas do que de eventos acontecidos há alguns minutos. Músicas que marcaram momentos, filmes importantes na história da família e sessões de histórias antigas vividas em conjunto podem surtir o mesmo efeito;

2- Repetição: jogos, e brincadeiras que tenham a repetição como base também podem ajudar muito. Exercitam sem forçar a barra demais e gerar frustração.

3- Conversa: é importante não deixar a pessoa de lado e fazê-la entender que ainda é parte da família. Mas lembre-se: use frase curtas e palavras simples para facilitar a compreensão.

E você? Conhece alguém com  Alzheimer? Conte para nós como é essa convivência.

 

Fonte: com informações da  Scientific Reports e do portal da Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doença de  Alzheimer.

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