Nem a autodisciplina pode ser em excesso

O controle pessoal é importante para alcançar objetivos e ter uma vida mais saudável, mas prezar pelo equilíbrio entre o que deve ser feito e o que se gosta é ainda mais importante.

Organize seu tempo, tenha uma lista de prioridades, acorde cedo, lembre-se de comer a cada três horas, pratique atividades aeróbicas diariamente, escolha períodos do dia para responder mensagens e e-mails… Apesar de parecerem infindáveis e reunirem diferentes orientações comportamentais, as listas que miram a qualidade de vida normalmente giram em torno de uma instrução universal: tenha autodisciplina. Mas será que o controle pessoal é o caminho mais rápido para alcançar uma vida saudável?

É exatamente essa pergunta que respeitados especialistas vêm fazendo. Para o educador Alfie Kohn e a escritora Susan Pivers, a autodisciplina só é saudável se for sem excesso. O mais importante, segundo eles, é buscar o equilíbrio e o primeiro passo é refletir sobre a importância da autocobrança para o alcance dos seus objetivos. Até que ponto esse comportamento rende uma sensação prazerosa para a totalidade da sua vida?, eles questionam. Para ajudar a você entender melhor o papel da autodisciplina na sua vida, o Sem Excesso listou cinco atitudes recomendadas pelos pesquisadores. Confira:

1 – Faça uma autoavaliação

É preciso avaliar criteriosamente os benefícios que a autodisciplina gera para a sua vida. Um grau muito elevado de autocontrole visando apenas o resultado de certas atividades pode ser prejudicial e gerar mais ansiedade.

2 – Busque o equilíbrio

O que é melhor: controlar ou ceder às nossas vontades? Para os estudiosos, é importante haver um equilíbrio. Aqueles que sempre agem com base em suas vontades podem ter problemas decorrentes da impulsividade e distração; já os muito disciplinados apresentam transtornos ligados à compulsividade e melancolia.

3 – Avalie as pressões externas

Muitas vezes a cobrança pela autodisciplina vem da sociedade, do ambiente de trabalho. Se a pessoa não é considerada disciplinada, é praticamente obrigada a desenvolver mecanismos de autocontrole. Mas antes de ceder à pressão, é importante fazer uma autoavaliação e entender qual é o seu grau de disciplina (que varia de pessoa para pessoa).

4 – Foque nos seus pontos positivos

 Ter autodisciplina não é a resposta para todos os problemas. Entenda que a busca incessante pelo autocontrole não te faz uma pessoa melhor. Procure avaliar quais são as suas falhas e tente corrigi-las, mas, acima de tudo, valorize seus pontos positivos e invista no que você tem de melhor.

5 – Pergunte-se: o que eu gosto de fazer?

Ao invés de fazer uma lista apenas com atividades que você “deveria fazer”, procure entender o que você gosta de fazer (o que de fato te dá prazer), e pratique. De acordo com Susan Pivers, cultivar esse hábito incentiva o lado positivo da disciplina, além de tornar a rotina muito mais agradável.

Fonte: com informações do Jornal Nexo

 

 

 

 

 

 

 

 

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