Comprar em excesso não diminui a ansiedade

Três em cada 100 brasileiros consomem exageradamente para se sentirem melhor; entenda os riscos desse comportamento e saiba como combatê-lo.

A discussão no trabalho, o resultado da prova que não sai de jeito nenhum, a expectativa de começar a viagem que você tanto espera. Recentemente, tudo é motivo para aflorar sua ansiedade, o que vira pretexto para mais comprinhas no shopping. Afinal de contas, nada como um look novo para te devolver seu sossego. Já seu viu nessa situação? Sim? Então é bom ficar atento a esse comportamento para que ele não se transforme em um problema maior como o transtorno de compra compulsiva, também conhecido como “oniomania”.

O nome pode ser esquisito, mas esse tipo de distúrbio é bem comum e afeta não só as mulheres, como muita gente pensa. De acordo com dados do Instituto de Psiquiatria da USP, três a cada 100 brasileiros apresentam características da oniomania. Ansiedade, insegurança e dificuldades com a autoestima são alguns dos fatores que desencadeiam a vontade de comprar em excesso. Mas o problema pode ter outras motivações e é importante analisar caso a caso, como destacam os pesquisadores da Universidade de São Paulo.

Para ajudar quem sofre com o distúrbio, a escola disponibiliza o Programa para Compradores Compulsivos no Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso (Pro-Amiti). Pesquisamos orientações importantes do programa e compartilhamos com você na sequência:

Consumir não é remédio para ansiedade

É importante entender que as sensações de prazer e bem-estar geradas no ato da compra podem até abrandar a ansiedade, mas será por um momento curto. Peças novas no seu guarda-roupa não eliminam a causa do problema, é preciso compreender quais os motivos que te deixam ansioso e buscar tratá-los a fundo.

Entenda suas motivações

Já parou para pensar porque você gosta de comprar? É algo que te dá prazer? Uma forma de recompensar um dia difícil? Segundo os psicólogos do Pro-Amiti, questionar-se sobre os “gatilhos” que levam a esse comportamento podem induzir a consciência sobre a utilidade de novos itens.

Você precisa, ou você quer?

Os pesquisadores explicam que há uma grande diferença em “precisar” de algo e “querer” algo. O querer, sensação que é mais comum, está ligada ao desejo de se encaixar em algum grupo, de ser admirado, seguir uma tendência etc. Esses fatores são muito bem trabalhados pelo marketing e são usados para seduzir o consumidor. Por isso sempre se questionar sobre a necessidade do item é uma boa maneira de evitar compras desnecessárias.

Busque satisfação em outras coisas

Comprar certamente não é a única coisa que te faz feliz. Liste tudo que você gosta, que te traz sensação de bem-estar, como encontrar os amigos, cozinhar um prato gostoso, ver um filme, ler um livro. Atividades ligadas a experiências trazem uma satisfação muito mais duradoura que a aquisição de algo material.

Nossas dicas foram úteis? Tem alguma experiência para compartilhar? Divida com a gente! E se quiser saber mais sobre o  Programa para Compradores Compulsivos acesse http://www.proamiti.com.br.

Fonte: Com informações do portal USP.br.

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