Novo guia ajuda a inibir o consumo precoce de bebidas alcoólicas

A Sociedade Brasileira de Pediatria lança material com orientações para combater o problema que é cada vez mais comum entre crianças e adolescentes brasileiros, segundo pesquisa.

Para matar a curiosidade, Ana, 13 anos, experimentou o primeiro gole de bebida alcoólica no copo da irmã mais velha, em sua festa de formatura. Marcos provou um drink, com consentimento dos pais, ainda mais cedo, aos 12. Com o seu primo Arthur, da mesma idade, não foi diferente, já que ele sempre bebericava coquetéis dos tios durante as festas da família. Mesmo com a proibição de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos, situações como essas são cada vez mais frequentes no Brasil, como relata a pesquisa Riscos Cardiovasculares em Adolescentes, divulgada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Para combater o problema, a entidade lançou recentemente um guia com orientações para os pais, educadores e gestores públicos (veja mais detalhes abaixo).

O estudo divulgado pela SBP, que avaliou mais de 74 mil adolescentes (entre 10 e 19 anos) em 124 municípios brasileiros, identificou prevalência elevada e início precoce do uso de bebidas alcoólicas. Cerca de 20% dos adolescentes alegaram ter bebido pelo menos uma vez nos últimos 30 dias e, desses, aproximadamente 66% consumiram bebidas alcoólicas em uma ou duas ocasiões no período.

De acordo com a presidente da SBP, Luciana Rodrigues Silva, o consumo de bebidas alcoólicas na adolescência é um problema mundial, agravado pelas mudanças nas relações sociais, acesso facilitado às bebidas e políticas públicas frágeis. Ela reforça que os adolescentes, seus pais e familiares precisam de toda a ajuda possível e por essa razão o tema deve ser colocado em evidência. “Só assim a sociedade poderá encontrar as respostas”, destaca a dirigente.

Para ampliar o debate sobre os perigos do consumo precoce de bebidas alcoólicas, a SBP lançou recentemente o Guia Prático de Orientação, com informações e alertas sobre os prejuízos que o hábito pode causar às crianças e adolescentes. Voltado a educadores, pais, médicos e gestores do poder público, o material lista diversas recomendações e exalta a importância de uma hábito simples, mas poderoso: o diálogo. Conheça as principais orientações do Guia e dê início ao bate-papo:

Mães e pais, converse mais com os seus filhos!

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, as pesquisas mostram que a maioria dos pais não conversa com os filhos sobre bebidas alcoólicas, o que agrava o problema do consumo precoce. Em muitas casas, elas não são vistas como um fator de risco e é importante que isso mude. A SBP indica que os pais evitem “glamourizar” o consumo de bebidas alcoólicas durante as festas de famílias e tenham uma conversa franca sobre as consequências ruins do uso antes da hora.

 Médicos, abordem o tema durante as consultas.

 Uma conversa detalhada sobre os problemas causados pelo consumo precoce de bebidas alcoólicas deve fazer parte da rotina de atendimento a adolescentes e familiares. É importante que os médicos expliquem as consequências e doenças que podem ocorrer às crianças e adolescentes que consumirem bebidas.

Venda: só para maiores de 18! Fica a dica para os gestores públicos

A SBP reforça a necessidade de medidas efetivas para proibir a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos e quer estimular, ainda, maior divulgação das regras que vetam o patrocínio de marcas de bebidas alcoólicas a eventos esportivos e culturais cujo público-alvo envolva crianças e adolescentes.

Para saber mais, acesse www.sbp.com.br

Fonte: com informações da Sociedade Brasileira de Pediatria

 

 

 

 

 

 

 

 

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