Trocar de emprego em excesso é ruim?

Apesar de ser uma característica comum entre millennials e geração Z, especialistas alertam que é importante ter cuidado com mudanças excessivas para o profissional não ser visto como pouco engajado

A vaga que você tanto queria é sua, mas poucos meses se passaram e a empolgação inicial deu lugar ao desânimo. Não foi muito diferente nas três experiências anteriores, já que seu recorde em uma empresa foram 10 meses de permanência. Buscar novos desafios é o que te move, no entanto, a falta de vínculo no meio profissional e projetos incompletos têm fechado algumas portas. E agora você se questiona:  trocar de emprego com frequência é ruim? O que seria um excesso? Quais são os prós e contras?

Essas dúvidas também te incomodam?

Não se preocupe, pois chegou a hora de responder essas perguntas tão comuns entre os profissionais da geração Z (nascidos a partir de 1995) e millennials (nascidos entre 1980 e 1994). Ouvimos especialistas em desenvolvimento de carreira e listamos orientações valiosas que vão te ajudar a ter mais equilíbrio nas escolhas profissionais. Acompanhe!

Até quando devo permanecer em um emprego?

É preciso, antes de tudo, entender os benefícios que a empresa e suas atividades têm gerado. Faça as seguintes perguntas: você está aprendendo algo? É reconhecido pelo seu esforço? Está feliz com essas atividades? Tire um tempo para refletir sobre as respostas. Esse exercício vai te ajudar a ter mais segurança ao tomar uma decisão de continuar o não.

 Planejamento de carreira pode ajudar?

Sim, e muito. Ter clareza sobre seus objetivos profissionais e onde você quer chegar é extremamente importante para sua estabilidade profissional e emocional. Para isso, faça um plano com seus propósitos profissionais (quer ser um líder ou está bem como analista?), valores, anseios e pontos importantes relacionados a seu bem-estar. Por exemplo, a empresa oferece possibilidades de crescimento coerentes com seus objetivos? Eles investem em educação para carreira? A remuneração é adequada? Os benefícios são atraentes? Haverá impactos positivos para sua vida pessoal? Antes de aceitar uma nova vaga, responda a essas perguntas e veja se estão alinhadas ao seu planejamento.

Experiências rápidas são ruins?

Sim, se for em excesso. Ter um currículo repleto de experiências curtas pode gerar dúvidas nos recrutadores quanto a sua capacidade de engajamento nos projetos e relacionamento com equipes e chefias. Segundo os especialistas em carreira, o recomendado é passar pelo menos um ano em cada empresa para absorver melhor as experiências e cultura organizacional.

Como saber se a próxima empresa é tão boa quanto parece?

Conhece alguém que trabalha na empresa que está no seu radar? Se sim, tenha uma conversa franca com essa pessoa. Caso não conheça ninguém, alguns sites de pesquisas podem ajudar, como o Love Mondays. Nessa plataforma, diversas empresas são avaliadas pelos funcionários que trazem detalhes sobre clima organizacional, salários e progressão de carreira.

A ansiedade está falando mais alto?

Seu principal projeto anda a passos lentos porque você depende de outras pessoas para concluí-lo. Nos últimos meses você espera uma promoção que não vem de jeito nenhum. Por esses e outros motivos, você está extremamente ansioso e não percebe que esse sentimento é um dos piores inimigos da satisfação no trabalho. Antes de tomar uma decisão precipitada, é importante entender que você não vai controlar tudo, seja nessa empresa ou em outra. Trocar de emprego em um momento de ansiedade, é trocar de problema.

Um conselho importante: não deixe que sua insatisfação com o trabalho atrapalhe sua vida pessoal nem tente fugir do problema consumindo bebidas alcoólicas em excesso. Esse comportamento só piora a situação. Procure amigos, colegas de faculdade ou, em alguns casos, um profissional na área de coaching para ajudar no direcionamento de sua carreira.

E você, tem alguma dica para ajudar aqueles que estão em dúvida sobre trocar ou não de emprego? Compartilhe com a gente!

FONTE: Associação Brasileira de Recursos Humanos e Época Negócios

 

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