Eat clean, mas sem excesso

Uns chamam de dieta, outros de estilo de vida, mas ambos defendem uma alimentação 100% natural. Conheça a eat clean e aprenda a conciliá-la para uma  rotina alimentar mais saudável

De uns tempos pra cá, seu carrinho de supermercado mudou radicalmente. No lugar dos salgadinhos, sorvete e biscoito recheado, entraram peito de peru, pão de forma integral, requeijão sem lactose, biscoitos light e outros produtinhos saudáveis. Foi difícil se acostumar, mas quando esse dia finalmente chegou, vem a notícia de que nada disso faz bem para a saúde; e que o bom mesmo é alimentar-se com “comida de verdade”. Ué, mas já não faço isso? Você pode se perguntar. E a resposta é NÃO para muitos nutricionistas que defendem a dieta eat clean, ou “comer limpo”, 100% natural.

Considerada mais um estilo de vida do que uma dieta, esse conceito surgiu no best seller “Clean”, do médico uruguaio Alejandro Junger, radicado nos Estados Unidos. O objetivo, segundo o autor, é comer alimentos naturais/frescos e evitar aqueles com potencial alergênico (grãos e leguminosas) para diminuir a geração de toxinas no corpo e melhorar o metabolismo. Ou seja, comidas industrializadas e processadas estão fora de cogitação, pois são cheias de conservantes, corantes, substâncias modificadas e outros aditivos que não são absorvidos adequadamente pelo organismo e voltam para o sangue em forma de toxinas.

Para Junger e muitos especialistas, as substâncias tóxicas geradas pelos produtos industrializados podem causar um desequilíbrio no corpo e desencadear reações inflamatórias, problemas intestinais, excesso de fadiga e obesidade. Em situações mais graves, o organismo pode ficar sensível a doenças autoimunes e problemas neurológicos.

Convencido agora de que vale a pena considerar a eat clean? Como nosso objetivo é estimular uma vida equilibrada, listamos dicas para você aderir ao movimento, mas sem radicalismos. A ideia é conciliar sua rotina alimentar com alimentos frescos e naturais, no melhor estilo comida de verdade e sem proibições a laticínios ou outros alimentos (como pregam os seguidores mais intransigentes). Afinal de contas, sem excesso tudo na vida fica mais fácil. Vamos juntos por uma vida mais saudável? Acompanhe:

Pão fresquinho é mais saudável

Feito para durar mais, os pães de forma costumam ter uma dose grande de conservantes, além de substâncias químicas para realçar o sabor. Ou seja, é melhor evitá-los sempre que possível. Uma opção é escolher os pãezinhos frescos na padaria, se possível na versão integral. Eles podem ser mais calóricos, mas sem dúvidas são bem mais nutritivos e livres de aditivos artificiais.

Omelete, tapioca e mandioca no café da manhã

Outra opção para os pães de forma, são as tapiocas e omeletes, cujo recheio você pode variar de acordo com sua preferência (experimente queijo branco, tomate e orégano como alternativa saudável). Mais uma dica saborosa e super nutritiva é a mandioca cozida. Com um pouquinho de sal e queijo branco fica uma delícia.

Repense o adoçante

Se você não tem doenças que precisem restringir o açúcar (como a diabetes) é importante evitar adoçantes como aspartame, sacarina ou sucralose em excesso, pois eles têm vários componentes artificiais que não são digeridos pelo organismo. No lugar dessas substâncias, o indicado é usar mel, melado e Estévia natural.

No lugar de embutidos, patês naturais

Aparentemente saudáveis, peito de peru, blanquet de frango ou kani são cheios de conservantes e aditivos químicos. Ou seja, não têm praticamente nada de bom para a saúde. Uma opção mais nutritiva para seu sanduíche ou lanchinho da noite, são os patês naturais. A base pode ser o abacate (basta amassar com limão, sal e azeite) ou berinjela, grão de bico e cenoura (cozinhe e amasse com temperos, ervas frescas e azeite). É prático, super saboroso e bem mais saudável!

Café e bebidas alcoólicas, sempre sem excesso

Para quem não abre mão de uma bebida alcoólica para relaxar e de um cafezinho de manhã, a dica é consumi-los com responsabilidade. Para o café, o ideal é não ultrapassar uma dose por dia, já que em grandes quantidades a cafeína pode causar irritação estomacal. No caso das bebidas alcoólicas, caso a decisão seja a de consumir, indicamos as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS): mulheres não devem passar de duas doses por dia e homens devem obedecer a marca de três doses, lembrando que pelo menos dois dias da semana devem ser de total abstinência. Outra dica importante: nunca se esqueça de intercalar copos de água com as bebidas alcoólicas.

Fonte: Jornal O Tempo, revista Vogue e livro “Clean” (editora Réptil).

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