Entenda que Bullying não é brincadeira

Entenda os excessos que transformam a brincadeira em agressão e ajude a combater o problema

Que mal há em apelidar os colegas?  O mundo está chato porque não se pode mais brincar? Nada disso! Psicólogos, pedagogos e outros especialistas alertam que há limites para esses “divertimentos” – especialmente quando nem todos os envolvidos se divertem tanto assim. E a série “13 reasons why” produzida e disponibilizada recentemente pela Netflix acentuou ainda mais a discussão ao associar o bullying à depressão e ao suicídio. Então, como saber os limites e não cometer excessos com os colegas?

Primeiro, é preciso mudar o nome: bullying não é brincadeira, é agressão. De tão comum, tem deixado de ser preocupação de pais e educadores para se tornar uma questão governamental. Em 2015, um amplo estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) concluiu que pelo menos 17% dos estudantes brasileiros na faixa dos 15 anos já sofreu algum tipo de bullying. Parte do terceiro volume do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), o estudo revelou, ainda, que 9% dos alunos passavam frequentemente pelo problema.

Por causa desse cenário, o governo federal instituiu uma lei em 2016 que obriga escolas e clubes a adotarem medidas de prevenção e combate às práticas de intimidação, ofensa e agressão. Mas todos podem, e devem, ajudar a acabar com esse problema. É preciso denunciar sempre que um abuso for observado. Quer saber como identificar os excessos? Nós te ajudamos com cinco dicas:

1- Regra de ouro: só vale quando todos acham graça. Pode ser uma piada ou um apelido, se quem é colocado no centro das atenções não gosta, é sinal de que a brincadeira virou agressão;

2- Amizades e inimizades: respeito acima de tudo. É normal ter mais afinidade com alguns do que com outros, mas se uma mesma pessoa é sempre deixada de lado, há algo errado. Incluir outros colegas em atividades escolares e esportivas, por exemplo, pode não só ser ótimo para o aprendizado ou para os resultados do time como pode te surpreender quando descobrir que o “nerd” ou o “gago” são mais divertidos do que pareciam;

3- Verdade e mentira: se uma história denigre a imagem de qualquer pessoa, simplesmente não deve ser divulgada. Espalhar boatos, nem pensar. Espalhar segredos, também não. Além de não serem divertidas, essas histórias podem tomar grandes proporções com o uso das redes sociais e quem inventou a mentira ou divulgou uma intimidade perde o controle da informação – mas ainda assim será responsável pelas suas consequências;

4- Ameaças estão proibidas. De qualquer tipo, por qualquer razão, com qualquer objetivo. Com ou sem a intenção de cumprir a ameaça. Não há desculpas: ameaças estão sempre proibidas;

5 – Dói? Então passou dos limites. Agressões físicas não valem de jeito nenhum – nem quando parecem brincadeira.

Fontes: Com informações do Portal dos Direitos da Criança e do Adolescente do Governo Federal e do site da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC)

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