Excesso de responsabilidades faz mal à saúde

Entenda o que é a “síndrome do preocupado” e saiba como evitar problemas ligados ao estresse

Você tem a sensação de que seu dia está cada vez mais curto e, mesmo se dedicando a várias atividades, sempre resta o sentimento de que há algo pendente? Muitas pessoas convivem de forma natural com essas queixas e não se dão conta dos males causados pelo excesso de responsabilidades. Tema de diversos estudos, o assunto ganhou destaque em pesquisa da neurocientista americana Frances Jensen que recentemente cunhou o termo “síndrome do preocupado” em seu novo livro “O cérebro adolescente”.

Segundo a pesquisadora, a síndrome do preocupado se assemelha a uma demência, doença que envolve problemas de memória e comprometimento do raciocínio, porém está muito mais ligada às preocupações rotineiras e constantes. Ela explica que o cérebro não pode mudar de tarefa de uma maneira tão rápida, como o dia a dia nos cobra, e isso leva à perda de atenção, lapsos que prejudicam a concentração e, sobretudo, a um alto grau de estresse.

Uma recomendação para evitar os transtornos, segundo Frances, é não ceder ao hábito multitarefas e se concentrar no desenvolvimento de uma atividade de cada vez. Outro especialista da área, o psiquiatra e nutrólogo Frederico Porto indica a prática de exercícios de atenção plena, muitas vezes usados em salas de aula e em empresas. Ele explica que esse método tem base no conceito milenar “mindfulness” e envolve técnicas de observação e concentração, autoconfiança e controle da respiração.

Relatório recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT) afirma que o estresse é um problema grave e responsável por até 60% de todos os dias de trabalhos perdidos. Para evitar os transtornos causados pela doença, a organização recomenda que as pessoas fiquem alertas ao excesso de responsabilidades, à intensificação das obrigações e às exigências crescentes relacionadas à mobilidade e flexibilidade. A OIT também ressalta que o acesso facilitado à internet tem levado as pessoas a ficarem cada vez mais disponíveis para o trabalho, o que não é adequado.

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Fonte: com informações do jornal El País.

 

 

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