Excesso de barriga: entenda os riscos

Ser magro nem sempre é sinal de saúde. Conheça pesquisa que explica melhor a questão

Você não está exatamente em forma, mas uma bata mais larguinha ou uma camisa não muito justa disfarça o excesso de barriga. E, assim, você fica tranquilo. Mas não deveria: estudo recente apresentado durante o 17º Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica, realizado em Recife (PE) em abril, indica que pessoas magras com excesso de gordura abdominal tem altos riscos de desenvolver doenças cardiovasculares, por exemplo. Em alguns casos, o perigo é maior do que para quem está muito acima do peso.

A pesquisa trata principalmente dos riscos das doenças classificadas como síndromes metabólicas, que incluem pressão alta, diabetes e colesterol, entre outras. A conclusão dos endocrinologistas, coordenados por Bruno Geloneze, da Unicamp, e Amélio Godoy Matos, da PUC/RJ, é de que a gordura subcutânea é inofensiva, enquanto a visceral eleva os riscos à saúde.

A primeira se concentra abaixo da pele e pode até ajudar no funcionamento do organismo ao produzir, por exemplo, o hormônio adiponectina, que impede o desenvolvimento de diabetes. Já a gordura visceral desencadeia processos inflamatórios e pode se instalar em alguns órgãos, especialmente o fígado, e atrapalhar seu funcionamento.

Mas como saber qual é o seu tipo de gordura? O local onde ela se acumula no corpo é uma pista. A gordura subcutânea costuma se concentrar na região do quadril ou das coxas, enquanto a visceral fica principalmente no abdômen. Ou seja, uma pessoa acima do peso, com Índice de Massa Corporal (IMC) elevado, mas que tem sua gordura acumulada no quadril pode ser mais saudável que alguém magro com excesso de barriga. O primeiro seria o que os pesquisadores chamaram de “obeso metabolicamente normal”, enquanto o segundo será “magro metabolicamente doente”.

É importante salientar que o excesso de barriga é apenas um dos sinais e nós já demos dicas de como evitar o problema (link http://www.semexcesso.com.br/gordura-abdominal-combatida-com-rotina-sem-excessos/?cat=7 ). Para se ter certeza de que seu organismo está saudável, porém, é preciso manter as consultas periódicas ao médico. O importante é entender que um corpo aparentemente magro ou com IMC em dia não necessariamente está saudável.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

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