Excesso de testosterona não é positivo

quem associe testosterona com virilidade e força, mas a alta concentração do hormônio traz mais malefícios do que benefícios para homens e mulheres

Virilidade, potência sexual e músculos para os homens. Menos gorduras e celulites, além de músculos, para as mulheres. Essas são algumas das promessas encontradas na internet para produtos com base em testosterona. Não é difícil ver tais substâncias também em prateleiras de academias e lojas de suplementos alimentares. É preciso, porém, ter muito cuidado. O excesso de testosterona está associado a inúmeros problemas, especialmente relacionados ao fígado e ao coração.

Primeiro, precisamos esclarecer o que é a testosterona.

Trata-se de um hormônio masculino que também é encontrado, embora em menor concentração, nas mulheres. É ele o principal responsável pelas características sexuais masculinas, como barba e produção de espermatozoides. Sua maior concentração no organismo é na adolescência e há queda em sua produção ao longo da vida, especialmente depois dos 50 anos de idade.

Ou seja, trata-se de uma substância naturalmente produzida pelo corpo. Sua alta concentração não está necessariamente relacionada à potência sexual como prega o senso comum. Ela pode significar alta libido, mas também ejaculação precoce, por exemplo. Assim, o uso de remédios que contém testosterona para fins de melhoria na performance sexual deve ser evitado. O mesmo se diz para os usos estéticos. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia não recomenda, em nenhuma situação, a reposição de testosterona com esse objetivo.

Os riscos são muitos. Para os homens, por exemplo, o excesso do hormônio no sangue pode bloquear sua produção e, assim, a produção de espermatozoides, o que compromete a fertilidade. Nas mulheres, há o risco de crescimento de barba e de características masculinas, como o pomo de Adão. Para ambos, pode-se gerar quadros de alterações nos níveis de colesterol, aparecimento de tumores no fígado e de doenças cardiovasculares.

Há casos, entretanto, que a reposição de testosterona pode ser recomendada. Se o excesso do hormônio é ruim, a falta dele também é. Sua carência está relacionada, por exemplo, a cansaço, insônia, confusão mental e falta de libido. A baixa concentração da substância no organismo pode ser evitada com uma dieta equilibrada e a prática regular de exercícios físicos. Fumar ou engordar demais, por outro lado, pode levar à redução do hormônio.

Homens com pouca concentração de testosterona podem, então, buscar repor o hormônio. Mulheres na menopausa também podem, em situações específicas, fazer o tratamento de reposição. Mas alertamos que em qualquer um dos casos, é preciso de indicação e acompanhamento médico.

Se você tem alguma queixa e desconfia que pode estar ligada ao hormônio, procure o seu médico.

Fontes: Portal da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e Portal da Urologia.

  • 99
  • 51
  • 13
  • 3
  • 4