Melatonina para dormir melhor: cuidado com excessos

A melatonina tem sido consumida artificialmente para combater a insônia, mas exagerar no uso desse hormônio pode causar problemas de saúde. Entenda a questão e veja nossas dicas para dormir bem.

Problemas para dormir? Uma pílula de melatonina e está tudo resolvido – ou pelo menos é isso que tem sido prometido por médicos e farmacêuticos. O problema é que a substância não tem registro como medicamento no Brasil e pode causar vários efeitos colaterais indesejáveis se tomada em excesso. Desde 2017, os brasileiros podem se valer dessa ajuda na hora de dormir, já que a melatonina passou a ser vendida em drogarias, mas é preciso ter cuidado para não exagerar.

Primeiro, é importante entender a polêmica legal. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não liberou o remédio, mas uma medida judicial tem garantido a sua oferta no Brasil, que é feita pelas farmácias de manipulação. No país, não existem dados oficiais do uso da melatonina, mas nos Estados Unidos há preocupação com os abusos. Segundo o Centro Nacional para a Saúde Complementar Integrada do governo americano, a procura por essa substância mais do que dobrou entre 2007 e 2012.

E qual é o problema disso?

Bom, além de não se ter ainda certeza da sua eficácia na promessa de melhorar o sono, pouco se sabe sobre os efeitos do uso do medicamento a longo prazo. Além disso, a melatonina é um hormônio natural produzido pelo corpo à noite e que provoca sono, mas também altera pressão arterial, batimentos cardíacos e temperatura corporal por exemplo.

O hormônio natural faz tudo isso para ajudar a pessoa a dormir, mas quando ele é ingerido artificialmente e em excesso pode causar problemas. Diabetes é uma das complicações que podem surgir. Se houver exagero na dosagem, a melatonina pode permanecer no corpo por mais tempo do que o desejado e levar à resistência insulínica.  A Anvisa alerta que há vários males relacionados a esse excesso, que vão de inchaços a perda de consciência, irritabilidade, ansiedade e depressão.

A quantidade de melatonina a ser utilizada, portanto, precisa ser muito bem programada por um médico que vai levar em consideração questões como idade, hábitos e quadro clínico. Idosos, por exemplo, precisam de doses maiores porque seu corpo tende a ter uma deficiência maior do hormônio. De qualquer forma, antes de buscar um remédio, que tal melhorar os hábitos para tentar dormir melhor sem o auxílio de substâncias artificialmente produzidas? Aqui estão nossas dicas:

Celulares:

especialistas apontam para eles, ao lado de tablets e outros dispositivos eletrônicos, como parte da causa da insônia em jovens. É que o corpo começa a produzir melatonina quando o ambiente fica escuro e a luz azul desses aparelhos “engana” o organismo. Os modelos mais recentes  já possuem o modo “tela noturna” que reduz esse efeito, mas além de utilizar esse modo, tente resolver tudo pelo menos uma hora antes de se deitar e não use o celular nos últimos 60 minutos acordado.

Televisão:

adormecer em frente à tela pode parecer tentador, mas o barulho vai dificultar o sono profundo. Seu corpo acaba ficando em alerta por causa dos estímulos do ambiente e você pode até cochilar, mas dificilmente vai chegar ao relaxamento profundo que o sono proporciona. O resultado é acordar cansado no dia seguinte. Isso, claro, sem contar a luz da televisão, que, como no caso dos celulares, dificulta a produção de melatonina.

Alimentação:

aqui a regra também é evitar o excesso. Comer demais logo antes de dormir vai forçar seu cérebro a continuar estimulando o organismo para que ele consiga fazer uma digestão adequada. Assim, você terá insônia ou pesadelo. Se não quiser isso, o indicado é que a última grande refeição seja feita no máximo quatro horas antes de se deitar.

Fez tudo isso e não adiantou? Ok, procure um médico e peça ajuda. Se ele te receitar melatonina, tire suas dúvidas sobre a quantidade indicada em seu caso e use o remédio com moderação.

E você? Quais são suas dicas para dormir melhor? Compartilhe com a gente.

Fontes: com informações dos jornais O Estado de São Paulo e O Globo e do portal de notícias Terra.

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