Minimalismo: como ele propõe que você se livre do excesso de consumismo?

Entenda esse movimento e veja as perguntas que pode se fazer para garantir uma vida mais equilibrada. Aviso: não precisa doar tudo o que tem!

Não é linda aquela estante cheia de livros? E aquela pilha de CDs que mostram o quanto você é inteirada da cena musical? Tão legal que merece uma foto no Instagram. Mas você já parou para pensar se de fato usa essas coisas? Já releu algum dos livros da sua estante? Você escuta seus CDs ou acaba só buscando as rádios e playlists online? É esse tipo de reflexão que os adeptos do minimalismo propõem para eliminar o excesso de consumismo nas rotinas diárias.

O minimalismo é um movimento que surgiu nas artes. Ganhou força especialmente a partir da década de 1960 e significou novas formas de produzir e reconhecer a beleza. Das artes, se espalhou para a música e para a decoração. Não é à toa que o ideal moderno de móveis e residências é bem mais clean hoje do que décadas atrás. A nova onda desse movimento diz respeito aos hábitos de consumo.

Não se trata aqui de desapego total e sim de consumo consciente.

A proposta não é doar tudo e morar em alguma barraca em meio à natureza. O que os minimalistas sugerem é refletir de fato sobre o que se consome com perguntas como “porque eu quero isso?”. E não há nada de errado se a sua resposta for algo como “porque me senti bonita com essa roupa e quero me sentir assim outras vezes”. Ou “porque esse carro é confortável e eu quero proporcionar isso para mim e para a minha família”. Tudo bem adquirir esses bens.

O problema começaria, por exemplo, quando sua resposta for “porque ‘todo mundo’ tem um desses” ou “porque eu preciso impressionar meu chefe/ vizinho/ namorada”. A proposta é refletir sobre isso e buscar consumir apenas aquilo que de fato te proporciona alguma experiência positiva na vida. Muitos dos adeptos do minimalismo relatam ter sobrado dinheiro para viajar, por exemplo, quando pararam de comprar tantas roupas. Mas essa é só a experiência dessas pessoas baseadas no que elas valorizam. Você pode preferir economizar com o celular novíssimo para frequentar restaurantes que gosta, por exemplo.

Então a vantagem é ter dinheiro para fazer o que te dá prazer? Não só isso. Os adeptos do minimalismo ressaltam que ao fazer essas reflexões, a tendência é que você pare de se cobrar tanto. Talvez você não precise ser o executivo mais bem remunerado do país, por exemplo. É possível que com um salário bem mais baixo você conquiste tudo que é de fato importante. E ainda sobrará tempo para desfrutar dessas conquistas.

Para conseguir seguir por esse caminho do consumo consciente proposto pelos minimalistas, algumas perguntas podem ajudar:

Porque eu quero isso?

Essa é a pergunta mais essencial. Quando a resposta revelar que aquele item pode te trazer conforto ou alegria pessoal, significa que pode ser bom adquiri-lo. Quando o motivo estiver relacionado mais a outras pessoas ou a luxos que não acrescentam nada de fato em sua vida, talvez seja melhor repensar a compra.

Por quanto tempo isso será útil?

Se você vai usar o que pretende comprar por muito tempo, é um bom sinal. Mas se sua necessidade é temporária, será que é preciso mesmo comprar? Talvez algum amigo possa te emprestar a barraca de acampamento, já que você vai só experimentar a sensação e nem sabe se algum dia repetirá o programa. Ou você pode pegar um livro na biblioteca, já que não vai relê-lo depois.

Há quanto tempo eu não uso isso?

Que tal olhar para tudo o que tem e fazer essa pergunta? Aquele vestido que você gosta, mas nunca usa porque não é adequado à maioria dos lugares que frequenta, por exemplo. Será que não é melhor doar para alguém e abrir espaço no seu guarda-roupa?

Porque vou ao shopping?

Passear em locais com alto apelo ao consumismo pode te levar a seguir impulsos dos quais vai se arrepender depois. Se você não tem um objetivo no passeio, que tal caminhar por outro lugar? Quem sabe um parque ou a orla da praia, por exemplo?

E você? Quais as suas técnicas para ter uma vida sem excesso de consumismo? Divida com a gente!

Fontes: com informações do documentário “Minimalism: a documentar about the importante things” e do livro “10% mais feliz” (Don Harris)

 

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