Simplificando a vida: já pensou em ser mais e ter menos?

Como uma vida minimalista, sem excessos, pode ajudar na autoaceitação e também a simplificar sua vida? Explicamos os problemas de confundir o que você tem com o que você é e te damos dicas para se livrar desse comportamento.

A agenda nunca esteve tão lotada e você tá bastante empolgada com essa agitação. Encontrar a turma e ouvir um som são bons motivos, mas o melhor, definitivamente, é desfilar seus looks novos. É como dizem por aí: se não for pra ir maravilhosa, você nem vai. Mesmo. Inclusive você já perdeu as contas de quantos rolês foram dispensados porque não se sentia bem com as roupas de sempre.

E até ontem esse comportamento era ok para você, mas agora está começando a te incomodar pelo seguinte motivo: o investimento tem sido alto, mas a animação da roupa nova tem durado cada vez menos. Será que o esforço para economizar no transporte, na alimentação e no aluguel tá valendo a pena? Apesar dessa pergunta não sair da sua cabeça, na prática você continua comprando mais e mais.

Se identificou na descrição? Fique tranquila, pois você não está sozinha. Segundo o economista e escritor Eduardo Giannett, muitas pessoas entendem a aquisição como forma de autoexpressão, algo como “tenho, logo existo”. Ele explica que nesse caso o consumo é uma forma da pessoa mostrar para os outros quem ela é. Como muitas vezes ela tem dificuldade de afirmar seus valores, sua individualidade, o que sobra para afirmar a sua personalidade é o que ela tem, o que ela compra e o que ela sonha ter. “Eu sou o que me cerca, os bens que me cercam, as posses, as propriedades”, disse.

Por outro lado, Giannetti ressalta que consumir faz parte da vida e não tem nada de errado. O problema é quando o comprar ocupa um grande espaço na vida da pessoa e dimensões que não deveriam ser preenchidas com o consumo. Ou seja, se o seu objetivo é adquirir coisas para estimular sua autoaceitação é importante ficar atento e repensar essa atitude. Para te ajudar nesta tarefa, selecionamos dicas do minimalismo, movimento que coloca o consumo em perspectiva e te faz refletir sobre vários aspectos da sua vida. Acompanhe!

Não se compare

Se desvencilhar dos padrões estéticos, principalmente em tempos de Instagram, não é fácil, mas é muito possível. Você não tem que ter o tênis, o vestido ou a maquiagem do momento para se sentir bem, bonita, atraente. Esse é o primeiro raciocínio da cultura minimalista. Valorize o que você tem de melhor (seu bom humor, seu jeito despachado de falar, aquele prato que só você sabe fazer) e conviva bem com suas imperfeições. Tentar melhorar é sempre válido, mas desde que isso não tome muito tempo da sua vida. Fizemos, inclusive, um texto com mais dicas sobre autoaceitação.

Isso é para você ou para os outros?

Você nem gostou tanto da estampa do momento ou do corte amplo dos vestidos da moda, mas comprou mesmo assim. Sem eles você não se sente parte do grupo. Se a lógica é essa, melhor repensá-la. Roupas, estilo de cabelo ou maquiagem devem estar alinhados com a sua personalidade, com o que você gosta e te faz bem. Nada além disso. Lembre-se que você não precisa atingir a expectativa dos outros para se sentir incluído.

Valorize as experiências

Experimente não prestar atenção no que a pessoa está vestindo e sim no que ela está falando, no seu olhar, nos seus gestos. Se desligar da aparência, da “embalagem”, estimula a experiência, aquele momento que é único. Essa atitude também vai te levar a refletir mais sobre você, seu conteúdo, o que fala, como pensa e se expressa.

Repense seus desejos

Comece com a pergunta: o que você mais gosta de fazer? Certamente aparecerá respostas como viajar, conhecer restaurantes diferentes, estudar novos idiomas etc. Ao economizar com compras desnecessárias, vai sobrar dinheiro suficiente para você fazer várias coisas que gosta e que não envolvem a aquisição de novos bens.

Desapegue e aprenda a simplificar

Separe um momento do dia para pensar no que você tem e realmente usa. Isso vale para tudo. Roupas, acessórios, cosméticos, maquiagem, móveis, livros. Faça uma lista do que faz sentido e tem significado para você e sua personalidade.

Não recorra a bebidas alcoólicas para se sentir bem

Quando o assunto é autoaceitação, uma dica não pode ficar de fora: bebidas alcoólicas em excesso não têm o poder de te fazer se sentir melhor. Se você está pra baixo e tem dilemas relacionados à sua autoestima, procure um amigo, um familiar, uma pessoa que você confie e que possa se abrir. Em alguns casos, consultar um psicólogo também pode te fazer muito bem. O que não rola, é recorrer às bebidas, ok?

Nos ajude a ampliar o assunto com a sua experiência. Compartilhe seu ponto de vista nos comentários. Será um prazer ouvir você!

Fonte: Portal GNT e do canal no YouTube Fe Neute.

Posts Relacionados

Inscreva-se