Os jovens falam sobre bebidas alcoólicas nas redes sociais

Participar de redes sociais é a principal atividade para 83% dos jovens entre 13 e 17 anos, segundo uma pesquisa realizada pela McAfee – empresa especializada em segurança da informação.

Dentro deste quadro é significativo o número de posts, publicados pelos adolescentes, sobre o consumo de bebidas alcoólicas nas redes sociais. Eles tiram dúvidas, contam suas experiências pessoais, comentam sobre terceiros e discutem as atitudes dos familiares.

A velocidade dessa comunicação nas redes sociais é tão mágica para os jovens que acaba por fazer, dessas experiências com ingestão de bebidas alcoólicas, as histórias que mais os deixam populares com os amigos ou que faz a pessoa mais introspectiva se sentir reconhecido pela sua turma. Esses dois fatores prevalecem mais do que se conectar com as possíveis consequências negativas do consumo precoce de bebidas alcoólicas ou até mesmo nas reações dos pais contra seu comportamento.

Por que? Porque eles experimentam novas condutas nessa transição da infância para a idade adulta e deixam isso cada vez mais claro na internet.

De acordo com o médico Hebiatra da Unidade de Adolescentes do Hospital das Clínicas de São Paulo, Dr. Maurício de Souza Lima: “não há outro caminho para cuidar deste assunto, senão os pais e a escola falarem a respeito, discutir sobre as mudanças no corpo, dizer textualmente sobre os perigos à saúde na ingestão prematura de bebidas alcoólicas”. Isso não deve ser surpreendente!

Os adultos precisam ajudar os adolescentes a entender como as emoções deste período podem influenciar os pensamentos e impulsioná-los a tomar decisões que os coloquem em comportamentos de risco. Mas, só a informação não é suficiente. Essa linha de comunicação tem que ser aberta de forma eficaz e objetiva.

Os adolescentes precisam de tempo para ser ouvidos e devem ser apreciados dentro do seu contexto. E com todos os protestos, querem que os adultos façam parte da sua vida sob a perspectiva do ensinamento, da orientação e da proteção nesta jornada para a vida adulta.

E o Dr. Maurício volta ainda mais enfático: “Discutir com o adolescente sobre os temas que fazem parte do seu cotidiano é estruturá-lo para pensar antes de agir. Se os pais querem proteger seus filhos nessa fase, o melhor a fazer é acompanhar esses jovens na vida real”.

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