Os riscos do estresse

Saiba porque consumo excessivo de bebidas alcoólicas não é uma solução para o estresse.

De repente a pressão sobe, o coração fica acelerado, às vezes uma alergia aparece sem explicação, ou surge do nada uma dor muscular. O diagnóstico revela que não é nenhuma doença séria, mas a culpa de tudo isso é o estresse, um vilão silencioso que quando associado ao consumo excessivo de bebidas pode ser um perigo.

O estresse é uma resposta constituída por reações físicas e psíquicas que permite ao indivíduo lidar com a ameaça ou exigência do ambiente. Pode ser tanto benigno, quando a pessoa, por exemplo, tem uma prova e deve se preparar, ou maléfico quando há prejuízos para o organismo, e como consequência algum tipo de sofrimento físico ou psíquico. Manifesta-se entre as pessoas por meio de queixas físicas inespecíficas, exacerbação de problemas crônicos de saúde, ou alterações de comportamento ou humor.

O consumo de bebidas alcoólicas em excesso proporciona um efeito relaxante e tranquilizante no indivíduo, semelhante ao dos ansiolíticos. “Geralmente pessoas que trabalham sob qualquer tipo de pressão estão sujeitas a sofrer mais com o estresse e isso tornar-se um problema crônico, caso não haja nenhuma modificação do estilo de vida do indivíduo” adverte Ana Merzel, psicóloga do Hospital Israelita Albert Einstein.

A ingestão de bebidas alcoólicas pode ser mantida, desde que a pessoa saiba reconhecer o seu limite e quando está ultrapassando. O consumo moderado não é único para toda a população e depende muito da tolerância individual. “Caso a pessoa esteja realizando algum tratamento medicamentoso para cuidar do estresse é importante conversar com o médico sobre a possibilidade de ingerir ou não bebida alcoólica,” completa a especialista.

A recomendação é que, quando estiver passando por um quadro desse tipo, sejam verificadas as suas causas e se estão relacionadas a problemas pessoais, familiares ou ocupacionais. Ao identifica-lo é necessário alterar o estilo de vida. Em alguns casos, é também essencial uma avaliação médica com a introdução de terapia medicamentosa e psicoterapia para auxiliar o indivíduo no controle dos seus sintomas. Além de identificar as causas, entre os cuidados recomendados para quem está vivenciando o problema, é importante, caso seja possível, realizar modificações nos hábitos de vida ou rotina que podem aliviar ou melhorar muito. Exercícios físicos e atividades prazerosas ajudam a tratar de questões como a sobrecarga, mas a modificação dos fatores estressores será determinante para combatê-lo em definitivo.

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