Não exagere na piada. Bullying não é brincadeira

Só é divertido se todos concordarem: lembre-se dessa regra e não permita que sua turma faça bullying com quem, por exemplo, decidiu não consumir bebidas alcoólicas por um dia ou um período.

Nós aqui do Sem Excesso falamos com frequência sobre como qualquer exagero pode ser prejudicial. Mas será que até “piadas” devem ter limites? Sim, devem. Cada vez mais se discute como brincadeiras de mau gosto tomam grandes proporções, se transformam em bullying e levam a prejuízos para a saúde física e emocional dos envolvidos. A chacota com um amigo que decidiu reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, por exemplo, pode levá-lo a comportamentos perigosos. Então, a resposta é sim, até naquilo que você considera “brincadeira” é preciso aprender a reconhecer quando já está se excedendo.

A pesquisa Excessos dos Brasileiros, por exemplo, feita pelo Sem Excesso com mil pessoas em 2018, revelou que 30% dos entrevistados já sofreu preconceito por não beber. Ou seja, bullying não é uma questão restrita a escolas e adolescentes. Para evitar cair nessa armadilha, seja como o engraçadinho que passa dos limites ou a vítima de gozações desnecessárias, é preciso saber qual é o limite de uma piada. É simples: todos os citados pela anedota devem se divertir. Se a risada de uns se apoia sobre a tristeza de alguém, então a piada passou dos limites.

Agora que você já conhece esse limite, o que acha de se engajar para evitar que as pessoas ao seu redor o ultrapassem? A pesquisa Excessos dos Brasileiros concluiu também que cerca de 33% das pessoas não procura ajuda para evitar exageros nas doses alcoólicas. Será que é por vergonha? Medo do preconceito e do bullying se resolverem reduzir o consumo de bebidas? O que se pode afirmar é que, entre os que procuram ajuda, recorre-se principalmente à família (58%) ou aos amigos (50%). E se em vez de criticar, que tal ser parceiro e garantir que os brindes sejam feitos sem excessos, com todo mundo se divertindo? Seguem as nossas dicas.

1- Respeito

Respeite as decisões dos seus amigos e garanta que ninguém do grupo caçoe delas. Quem sabe você não pode até tornar uma atitude que seria inicialmente alvo de piadas em razão para elogios? Por exemplo: seu amigo que resolveu não consumir bebidas alcoólicas em uma festa poderá ser o motorista da rodada e deveria ganhar um agradecimento bem especial da turma, né?

2- Reconheça

Observe as suas atitudes e a dos seus amigos. Não tenha medo de reconhecer que você ou algum colega se excedeu e, depois, garanta que a retratação seja feita. Se perceber que as brincadeiras acabaram afastando algum amigo, procure-o, converse com ele, diga que o grupo sente sua falta e faça-o ter vontade de voltar ao convívio de todos. Se ele não quer mais ingerir bebidas alcoólicas, quem sabe você não propõe programas de vez em quando que não são em torno desse consumo?

3- Diálogo

Crie em sua turma um ambiente em que as pessoas se sintam à vontade para impor limites às brincadeiras e dizer quando se sentiram ofendidas. O diálogo é sempre o melhor caminho. Se percebeu que alguém está incomodado com as brincadeiras, por exemplo, tome a iniciativa e diga isso aos demais – assim, vai deixar o caminho seguro para que a pessoa ofendida se pronuncie também.

4- Empatia

Caso não entenda porque a pessoa se sentiu ofendida, busque ouvir suas razões. Se ainda assim não entender ou não concordar, não importa, apenas aceite que ele não gosta da brincadeira e evite-a – lembre-se da regra de ouro: se um dos envolvidos não está se divertindo, não é uma boa piada.

É simples, não é? Agora basta compartilhar as dicas com os amigos e criar um ambiente mais saudável para todos.

Fontes:  portais UAI e Nossa Escola.

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