Não deixe o prazer virar compulsão!

Entenda por que certos desejos alimentares ou comportamentos cotidianos podem se tornar uma compulsão e veja nossas dicas para evitar que os excessos atrapalhem sua saúde.

Não consegue controlar a vontade de comer chocolate durante a TPM? Está grávida e cede a todos os desejos alimentares? Sempre que fica ansioso, exagera nas bebidas alcoólicas? Um passeio no shopping rende inevitavelmente um cartão de crédito estourado? Não por acaso esses são três dos cinco maiores excessos dos brasileiros. Por mais que todos esses comportamentos pareçam diferentes, eles estão ligados ao mesmo mecanismo cerebral que confere a sensação de prazer. E todos eles podem se tornar uma compulsão prejudicial à sua saúde, à sua forma e até ao seu equilíbrio financeiro. E você não quer isso, certo? Então, primeiro é preciso entender o que acontece no seu organismo.

O cérebro humano tem um circuito de recompensa baseado na liberação de um neurotransmissor chamado dopamina diante de uma sensação prazerosa. O problema é que algumas pessoas podem associar em exagero, por predisposições biológicas ou socioculturais, determinados comportamentos ao prazer, de forma que só aquilo confere o impulso positivo. O resultado é que a pessoa começa a repetir esse hábito e isso reduz gradativamente o estímulo cerebral gerado, já que a dopamina tende a não ser liberada em grande quantidade em atos rotineiros. Na busca pela sensação inicial, a pessoa começa a fazer ainda mais e com mais intensidade o que originalmente a conferia prazer.

Se você já leu algum texto sobre as causas de vícios em drogas ilícitas, certamente percebeu que o mecanismo é o mesmo, né? Pois é. Mas o que importa é como evitar cair nessa cilada, certo? Bom, primeiro é preciso reconhecer o problema. Em alguns casos, há a tendência de você racionalizar a sua compulsão de forma justificá-lo. Quer um exemplo? A mulher gestante que diz que agora “come por dois” e, assim, sente-se liberada para todos os excessos. Quer outro? O estudante que está a poucos dias de uma prova decisiva e diz que só quer relaxar e aí acaba exagerando nas doses. Então, o primeiro passo é perceber e admitir que passa dos limites em algum comportamento e entender qual é o gatilho que te leva a isso.

Depois, é só seguir nossas dicas:

1- Reduza as oportunidades

Seu problema é com compras? Evite ir ao shopping, especialmente quando tem muito tempo para gastar lá dentro. Vá até o local com os minutos contados quando realmente precisar comprar algo específico. Em tempos de TPM, você fica compulsiva com chocolates? Então não estoque as guloseimas em casa. Tem o hábito de exagerar no dia anterior a uma prova ou reunião importante? Poucas doses podem de fato ajudar, mas busque reduzir a ansiedade de outras formas.

2- Busque alternativas

Se a compulsão está ligada ao prazer, aprenda a se sentir bem com outras coisas, dê alternativas ao seu cérebro. Podem ser exercícios físicos, por exemplo. Ou talvez fazer pequenas viagens. Pode ser que você seja um perfil mais caseiro e prefira assistir a um filme ou ler um livro. Ou até falar ao telefone com um amigo de quem gosta muito. Se você procurar bem, com certeza vai achar um hobbie capaz de te fazer esquecer a sua compulsão.

3- Transforme a compulsão em um hábito saudável

Não tem problema nenhum comer um doce de vez em quando, o problema é comer uma caixa de chocolate de uma vez, por exemplo. O ideal, então, é descobrir como transformar seu comportamento em algo saudável. Por exemplo: se seu problema é com doces, comer aqueles com castanhas ou frutas pode te ajudar a não passar a conta. É que esses ingredientes reduzem a absorção de açúcar e a glicose é liberada aos poucos no organismo, o que ajuda a evitar o descontrole.

Se a questão está ligada a bebidas alcoólicas, lembre-se de que só com moderação esse será um comportamento prazeroso. Peça ajuda aos amigos e os ajude para não ultrapassar os limites e não se esqueça: mesmo que você se mantenha nos limites, não dá para dirigir depois de beber, ok?

4- Considere pedir ajuda

Em alguns casos, é preciso recorrer a especialistas. Por exemplo: se a gravidez aumentou exponencialmente a sua fome ou o seu desejo por determinado tipo de comida, pode ser que seu organismo esteja dando sinais de falta de determinados nutrientes. Divida isso com seu médico e peça ajuda para superar o problema. Ou ainda, sua compulsão por compras pode ser resultado de algum tipo de frustração que será melhor resolvida com o apoio de um psicoterapeuta. O importante é entender o seu problema e não ter receio de compartilhar suas preocupações e buscar as soluções.

E aí? Tem uma história sobre compulsão ou mais dicas para lidar com o problema? Compartilhe com a gente!

Fontes: com informações do site do médico Dráuzio Varella, do portal Uol Saúde e do jornal El País.

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