Receita para ressaca é uma só: não beber em excesso

A noite tinha tudo para ser excepcional, mas você passou da medida, não aproveitou nada e ainda por cima acordou com aqueles sintomas horríveis e inconfundíveis de quem está com ressaca. Dor de cabeça, enjoo, tontura, um gosto de “cabo de guarda-chuva” na boca. Sem contar o arrependimento por ter ultrapassado seu limite. Afinal, mais uma vez, a ocasião tinha tudo para ser inesquecível e você mal consegue lembrar o que aconteceu.

Os sintomas nada mais são do que uma crise de abstinência decorrente do consumo exagerado de bebida alcoólica ocorrido na noite anterior. O clínico geral Alfredo Salim Helito, do Hospital Sírio Libanês, explica que o efeito que altas doses causam no cérebro é similar à ingestão de calmantes em demasia. “A pessoa dorme após tomar vários comprimidos, mas quando acorda ainda possui um pouco da substância no organismo. Com o álcool é a mesma coisa, podendo permanecer de 12 a 18 horas na corrente sanguínea”.

O uso excessivo pode gerar problemas gástricos, como gastrite, pancreatite ou hepatite alcoólica, por exemplo. Às vezes, ocorre também a inibição do hormônio antidiurético, levando à desidratação. Além de dor de cabeça, a ressaca pode causar ainda amnésia temporária, resultante do abuso da bebida.

Para amenizar os sintomas da ressaca são recomendados medicamentos para proteção gástrica e para enjoo, além de muito líquido para hidratar e uma alimentação com dose elevada de açúcar, já que a glicose precisa ser reposta no fígado. Repouso também é fundamental porque o organismo necessita de tempo para se recompor. Mas na realidade, tudo isso é paliativo. Existe uma única receita para a ressaca: não beber em excesso, e se for menor de 18 anos, não ingerir qualquer bebida alcoólica.

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