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06/02/2013

Sem Dúvidas
Tire todas as suas dúvidas sobre o consumo de bebidas alcoólicas, os pontos positivos, pontos negativos, curiosidades e leis.






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  • Gostaria de saber se eu posso beber, se deixar de tomar o remédio dois dias, pois minha dose é muito pouca…tenho que esfarelar o comprimido e tomar misturado com água de tão pouco que é.

    Com base em pesquisas científicas e de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), indivíduos em uso de medicamentos, cujos efeitos possam ser alterados pelo consumo concomitante de bebida alcoólica, não o devem misturar.

    No caso da mirtazapina (princípio ativo do Menelat®), um antidepressivo, o uso combinado do medicamento com o de bebida alcoólica pode aumentar ainda mais os efeitos de sedação costumeiramente produzidos por esse medicamento, mesmo que em dose baixa. Desta forma, essa associação não é recomendada mesmo em pequenas quantidades.

    O mais indicado é consultar o profissional que prescreveu a medicação.

    — Resposta enviada por CISA (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool).

  • Gostaria de saber se tem alguma medicação para meu esposo parar de beber?

    Inicialmente, recomendamos que procure ajuda com profissionais da saúde quando ocorrem situações nas quais o álcool possa influenciar negativamente a saúde física e/ou rotina, funções acadêmicas e/ou profissionais e as relações pessoais. Nos casos em que o paciente preenche critérios diagnósticos de abuso ou dependência do álcool, ele deverá contar com acompanhamento médico para assegurar o sucesso do tratamento, que varia de acordo com a progressão e gravidade da doença.

    Os medicamentos, em especial, podem ser úteis para diminuir a vontade de beber em indivíduos que desejam se tratar e estão inseridos no modelo mais adequado de assistência, destacando-se a Naltrexona, Acamprosato e Topiramato; ou para promover a manutenção da abstinência, quando há total concordância e ciência dos efeitos colaterais do medicamento, no caso do Dissulfiram.

    O uso de tais medicamentos é possibilitado apenas por prescrição médica e as condições médicas e de saúde geral dos pacientes devem ser consideradas de forma detalhada para que o procedimento seja eficientemente adotado.

    Vale ressaltar que o tratamento mais adequado muitas vezes não é o medicamentoso, podendo ser a abordagem psicológica, grupos de ajuda mútua (como “Alcoólicos Anônimos”) e comunidades terapêuticas.

    — Resposta enviada por CISA (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool).

  • Eu e minha esposa bebemos uma garrafa de whisky, sábado sim, sábado não. Sendo apenas um ‘ritual’ quinzenal, em que não fico embriagado, acordo bem, sou eficiente no trabalho, será que afeta muito minha saúde?

    Os efeitos do álcool na saúde são complexos devido à influência de diferentes fatores individuais, e também variam de acordo com diversos aspectos do beber, como por exemplo: volume de álcool consumido ao longo do tempo, padrões de consumo, e contextos relacionados à ingestão de bebidas alcoólicas.

    A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece que, para se evitar problemas com o consumo de bebidas alcoólicas, o consumo aceitável é de até 2 doses*/dia para homens e 1 dose/dia para mulheres. Os homens não devem ultrapassar o consumo de 3 doses diárias de álcool e as mulheres duas doses diárias, sendo que tanto homens quanto as mulheres não devem beber por pelo menos dois dias na semana.

    Dessa maneira, o consumo de meia garrafa de whisky (equivalente a cerca de 16 doses) ao longo de um dia supera o recomendado pela OMS.

    A organização de saúde ainda esclarece que em algumas situações, o uso do álcool não é recomendado nem em pequenas quantidades. Dentre elas se encontram:

    1. Mulheres grávidas ou tentando engravidar;
    2. Pessoas que planejam dirigir ou que estão realizando tarefas que exijam alerta e atenção como a operação de uma máquina;
    3. Pessoas em uso de medicações cujos efeitos possam ser alterados pelo uso concomitante de bebidas alcoólicas;
    4. Pessoas com condições clínicas que podem ser pioradas com o uso do álcool, como a hipertensão e o diabetes;
    5. Alcoolistas em recuperação;
    6. Menores de 18 anos.

    — Resposta enviada por CISA (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool).

  • Por que nas ocasiões em que meu filho de 22 anos excede no consumo de bebidas alcoólicas, ele diz não se lembrar do que aconteceu?

    Vale lembrar que os efeitos do álcool são complexos devido à influência de diversos fatores individuais, e também variam de acordo com variados aspectos relacionados ao beber, como: volume de álcool consumido ao longo do tempo, sexo masculino e feminino, padrões de consumo e contextos relacionados à ingestão de bebidas alcoólicas.

    O esquecimento pode ser decorrente aos efeitos do álcool no hipocampo, estrutura cerebral responsável pela formação, consolidação e armazenamento da memória. O álcool é um depressor do Sistema Nervoso Central (SNC) que, em altas quantidades de bebidas alcoólicas, principalmente quando ingeridas em um curto espaço de tempo, podem produzir perda de memória parcial ou ocasionar “apagões”. Esse fenômeno, conhecido como “amnésia anterógrada” ou “blackout alcoólico”.

    Por isso, o indivíduo deve procurar ajuda com profissionais da saúde quando ocorrem situações nas quais o consumo de bebidas alcoólicas possa influenciar negativamente a saúde física e/ou rotina, funções acadêmicas e/ou profissionais e as relações pessoais. Nos casos em que o paciente preenche critérios diagnósticos de abuso ou dependência do álcool, ele deverá contar com acompanhamento médico para assegurar o sucesso do tratamento, que varia de acordo com a progressão e gravidade da doença.

    — Resposta enviada por CISA (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool).

  • Meu filho é um rapaz calmo, muito fechado e quase não desabafa seus problemas, mas quando ele bebe demais, envolve-se em confusão. O que fazer?

    Os efeitos do álcool são complexos devido à influência de diversos fatores individuais, e também variam de acordo com variados aspectos relacionados ao beber, como: volume de álcool consumido ao longo do tempo, sexo masculino e feminino, padrões de consumo e contextos relacionados à ingestão de bebidas alcoólicas.

    Com relação às situações de comportamento agressivo associado ao consumo de bebidas alcoólicas, é importante saber que esta substância pode exacerbar alguns traços de personalidade, um estresse eventual ou até um quadro psiquiátrico que o indivíduo apresenta. Por exemplo, um indivíduo com traços de agressividade e que costumeiramente contém seus impulsos agressivos quando está sóbrio, ao consumir o álcool em excesso, pode tornar-se violento. Alguém com transtorno de ansiedade pode ficar ainda mais nervoso e irritável. Nestes casos, sugere-se que seja realizado um diagnóstico diferencial, levando-se em consideração tanto as questões do uso de substâncias como os traços de personalidade ou comorbidades psiquiátricas, sem contar que alguns indivíduos podem estar vivenciando problemas.

    Recomenda-se que o indivíduo procure ajuda com profissionais da saúde quando ocorrem situações nas quais o álcool possa influenciar negativamente a saúde física e/ou rotina, funções acadêmicas e/ou profissionais e as relações pessoais. Nos casos em que o paciente preenche critérios diagnósticos de abuso ou dependência do álcool, ele deverá contar com acompanhamento médico para assegurar o sucesso do tratamento, que varia de acordo com a progressão e gravidade da doença.

    — Resposta enviada por CISA (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool).

  • Tenho cálculo renal. Se eu ingerir bebida alcoólica, piora?

    Até o momento, a relação entre consumo de bebidas alcoólicas e disfunção renal (alteração do correto funcionamento dos rins) não está bem estabelecida. Entretanto, pesquisas mostram que o consumo do álcool em excesso é um potencial fator de risco para problemas renais (danos glomerulares, hipertensão e nefroesclerose hipertensiva).

    Em usuários pesados de álcool com doenças hepáticas já estabelecidas, a ingestão de bebidas alcoólicas (tanto agudo, como crônico) pode comprometer a estrutura e a função renal, promover deficiência na capacidade de regular o volume e composição de fluídos e eletrólitos no corpo e prejudicar o mecanismo hormonal que regula a função renal.

    Quando o indivíduo adulto faz um consumo moderado*, há um baixo risco de complicações renais por conta da possível melhora do funcionamento endotelial, diminuição da pressão arterial e atuação no sistema fibrinolítico.

    No caso de indivíduos com cálculo renal, é importante que tenham o hábito de manter-se hidratado e o consumo de bebidas alcoólicas pode acarretar prejuízos nesta manutenção, pois ele aumenta a desidratação corporal. Por se tratar de um assunto delicado e específico, recomendamos que procure um serviço de atendimento médico especializado para receber a orientação adequada.

    *O National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism (NIAAA) considera consumo moderado ou de baixo risco aquele que não ultrapassa os seguintes limites: para homens, no máximo 4 doses em um único dia e não mais que 14 doses por semana; para mulheres, no máximo 3 doses em um único dia e não mais que 7 doses por semana. Alerta ainda que algumas pessoas devem evitar completamente o consumo de álcool (por exemplo, aqueles que planejam dirigir um veículo automotor ou operar máquinas, mulheres grávidas ou que estão tentando engravidar, indivíduos que fazem uso de medicamentos cujos efeitos possam interagir com o álcool ou que tenham alguma condição médica que pode ser agravada pelos efeitos do álcool). Ainda, segundo o NIAAA, 1 dose contém aproximadamente 14 g de álcool puro, o equivalente a 1 lata de cerveja de 355 ml, 1 taça de vinho de 150 ml ou 1 dose de destilado de 45 ml.

    — Resposta enviada por CISA (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool).

  • Meu sogro faz tratamento de controle do câncer de pele e já fez a queima de alguns sinais malignos. Ele bebe aos finais de semana, e quando bebe é muito, gostaria de saber se a bebida alcoólica faz mal para ele, e como podemos ajudar?

    Os efeitos do álcool na saúde são complexos devido à influência de diferentes fatores individuais, e também variam de acordo com diversos aspectos do beber, como por exemplo: volume consumido ao longo do tempo, padrões de consumo, e contextos relacionados à ingestão de bebidas alcoólicas.

    A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece que, para se evitar problemas com o consumo de bebidas alcoólicas, o consumo aceitável é de até 2 doses*/dia para homens e 1 dose/dia para mulheres. Os homens não devem ultrapassar o consumo de 3 doses diárias de bebidas alcoólicas e as mulheres duas doses diárias, sendo que tanto homens quanto as mulheres não devem beber por pelo menos dois dias na semana.

    Dessa maneira, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, mesmo que somente aos finais de semana não é recomendado. A organização de saúde ainda esclarece que em algumas situações, o seu uso não é recomendado nem em pequenas quantidades como no caso de pessoas que em uso de medicações cujos efeitos possam ser alterados pelo uso concomitante de bebidas alcoólicas.

    Outro ponto importante é que caso seja constatada a dependência, o problema é complexo, porém, passível de tratamento. O National Institute on Drug Abuse (NIDA) afirma que não há uma forma única apropriada. Cada quadro precisa ser adequado às características do paciente, avaliado continuamente e readequado se necessário, para atender às necessidades. Para ser bem sucedido, é importante combinar o ambiente de tratamento, intervenções e serviços disponíveis para os problemas e necessidades específicas de cada indivíduo.

    As principais formas de tratamento disponíveis são: médico, psicológico, grupos de ajuda mútua (por exemplo, Alcoólicos Anônimos – AA) e comunidades terapêuticas. Alguns pacientes se beneficiam mais de um determinado modelo do que de outros.

    No Brasil, existem opções de tratamentos gratuitos especializados. Os mais conhecidos são os Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPSad), além de outros tipos de instituições que prestam atendimentos especializados e que também são gratuitos, como os ambulatórios localizados em hospitais públicos e conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

    O serviço público mais próximo pode ser encontrado nos endereços abaixo:

    • Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Seção: “Onde Buscar Ajuda”)
    • Ministério da Saúde – Área Temática: Saúde Mental

    Fonte: National Institute on Drug Abuse – NIDA, 2012. Principles of drug addiction treatment - A research-based guide. NIH Publication No. 12–4180. Third Edition. Disponível em: http://www.drugabuse.gov/sites/default/files/podat_1.pdf