Sol sem excesso é bom para a saúde

A exposição solar é recomendada para prevenir doenças e ajudar na absorção de vitamina D; saiba o tempo ideal indicado pelos especialistas

Os alertas para os perigos do excesso de sol são bem conhecidos, mas a sua falta também é ruim para a saúde. Apesar de o Brasil ser um dos países mais ensolarados do mundo, boa parte da população, sobretudo a que ocupa os grandes centros urbanos, tem problemas decorrentes da baixa exposição solar. O mais conhecido deles é a deficiência de vitamina D, mas outros males também são registrados como dificuldade de memorização e aprendizado, queda de cabelo, sonolência, entre outros.

Pesquisa da Unifesp aponta que, em São Paulo, 40% dos adultos e jovens estão com baixos índices de vitamina D e na população idosa esse número chega a 80%. De acordo com a diretora da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, Marise Lazaretti Castro, a vitamina D é fundamental para a saúde dos ossos e também para a força muscular. Sua deficiência pode aumentar o risco de fraturas e a longo prazo pode levar a doenças mais graves como hipertensão, diabetes, câncer de cólon, mama e próstata, além de raquitismo em crianças.

Estudos da Organização Mundial da Saúde mostram que hoje cerca de 2 bilhões de pessoas sofrem com diversos problemas decorrentes da baixa exposição solar. Segundo a OMS, a falta de sol prejudica o organismo na absorção de micronutrientes, o que debilita o corpo deixando-o pouco resistente a doenças, gerando apatia, irritabilidade, enfraquecimento do cabelo e unhas e prejudicando a saúde mental.

É importante ficar atento às recomendações dos dermatologistas quanto aos excessos na exposição ao sol, mas Marise Castro recomenda banhos solares diários. De acordo com ela, 10 minutos de exposição são suficientes, mas isso deve ocorrer no período entre 10h e 15h, momento de maior incidência dos raios.

No entanto, a recomendação não vale para todos. A especialista alerta que pessoas com tendência a ter câncer de pele, que passaram por cirurgia bariátrica, que fazem uso de anticonvulsivante ou que estão em tratamento para a osteoporose devem tomar cuidado, pois a vitamina D pode não ser absorvida adequadamente nos banhos de sol. Nesse caso, é necessário usar suplementos vitamínicos.

Ter uma dieta balanceada e que inclua alimentos como frutos do mar (principalmente peixes de águas frias como salmão, sardinha, atum e bacalhau), ovos, queijos, bife de fígado e cogumelos, por exemplo, pode ajudar a suprir a carência de vitamina D. Mas os especialistas alertam que só a dieta não é suficiente para combater o problema. Caso apresente algum sintoma, procure a ajuda de um médico especialista.

E você, quanto tempo fica exposto ao sol? Conte pra gente!

Fonte: com informações do Portal R7

 

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