Tarefas só dele ou só dela: repense esse clichê

Uma pesquisa mostrou que mulheres ainda fazem mais tarefas domésticas do que homens e eles trabalham mais em pequenos reparos em casa. Mas essa realidade está mudando e elas não concordam com o excesso de cobranças por atividades que devem ser de ambos. Veja nossas dicas para equilibrar a rotina.

Em pleno 2018 e ainda há quem se considere um “ótimo marido” porque “ajuda” nas tarefas domésticas ou nos cuidados com os filhos. Ou quem ache que obra é lugar de homem, enquanto o trabalho da casa é responsabilidade feminina. Neste mês das mulheres, reforçamos: não existe tarefa só deles ou só delas.

Mesmo que o último censo do IBGE tenha mostrado que, em casa, ainda estamos longe de alcançar uma posição mais igualitária, é fundamental trazer esse assunto à tona e reforçar a necessidade deles e delas terem responsabilidades equivalentes. Segundo o levantamento, o tempo dedicado aos serviços domésticos pelas mulheres era quase o dobro do que o dos homens. Eles só gastam mais tempo quando a atividade em questão é voltada para pequenos reparos. Um chuveiro estragado ocasionalmente, por exemplo, eles consertam. A pia de louças que é função de todo dia tende a ficar com elas.

Ainda que muitos preconceitos persistam (mulheres não podem trocar o óleo do carro ou arrumar o chuveiro, por exemplo), cresce o número de coletivos femininos e empresas que oferecem formação para elas em reparos domésticos. Primeiro para que saibam como lidar com essas situações nas suas casas e, em alguns casos, para que existam profissionais para oferecerem esses serviços.

A empresa M’Ana – Manutenção de Mulher para Mulher, por exemplo, tem esse perfil. Em entrevista ao Portal da Rede da Mulher Empreendedora, uma das sócias do negócio contou que tudo começou quando ela foi assediada por um entregador de gás. Naquele momento, decidiu só contratar mulheres para irem à sua casa, mas como o mercado era escasso desse serviço, ela montou o negócio. E a demanda é cada vez maior, não só pelos serviços, mas também para os cursos voltados para mulheres, que abrangem de marcenaria a elétrica básica.

Ou seja, elas já estão ocupando lugares que por muito tempo os homens reservaram para eles. Agora já é hora deles também repensarem as próprias atitudes. Para deixar claro: elas não querem ajuda, querem parceria. Afinal, homens sujam a louça tanto quanto mulheres – e, portanto, lavá-las não pode ser considerada uma função de um dos dois na qual, às vezes, o outro ajuda. É função de ambos.

O caminho para construirmos uma rotina de tarefas mais igualitária nem sempre é fácil, mas algumas dicas podem ajudar:

Planejamento

Se a família planeja bem quantas vezes ir ao supermercado por mês ou separa um dia da semana para preparar pratos que podem ser congelados, por exemplo, o tempo a ser dedicado para as tarefas domésticas diminui. Ganham todos.

Diálogo

Nada mais importante para um casal do que conversar. Se alguém se sente sobrecarregado por alguma tarefa, precisa ter abertura para falar sobre isso com o (a) parceiro (a). O casal pode chegar a um acordo que faz com que as refeições sejam encargo de um e a limpeza da casa do outro. Não há receita que obrigue ambos a fazerem de tudo, o importante é que a divisão deixe os dois confortáveis e com tempo extra para ser dedicado a atividades de descanso e lazer.

Aprendizado

Às vezes, homens e mulheres foram treinados por suas famílias e pela comunidade ao seu redor a desenvolver alguns tipos de atividades. Para as outras funções, nunca tiveram nenhum tipo de incentivo e treinamento. Que tal mudar isso a partir da sua família? Quem sabe bem como fazer reparos em casa, pode ensinar o outro. E quem faz aquela comida com o tempero perfeito, também pode dividir a receita. Assim, o casal cresce junto, enfrenta o machismo diário e ainda, caso tenham filhos, ajudam as crianças a ver o mundo de uma forma mais igualitária.

E aí? Tem alguma experiência ou dica para compartilhar? Divida com a gente!

Fontes: com informações do Portal da Rede da Mulher Empreendedora, da Revista Saúde! e do jornal Estado de Minas

 

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