Atividades físicas na gravidez: mitos e verdades

O presente que deseja como mãe de primeira viagem é uma gestação com saúde? Então saiba que se exercitar, desde que sem excessos, é um dos passos mais importantes

 

O mês das  mães chegou, este ano, será especial. Seu bebê cresce dentro de você e, pela primeira vez, você será a homenageada nesse dia. Seus cuidados já estão voltados para a criança a caminho. E, claro, para sua saúde no dia das mães e nos próximos meses com saúde. Uma coisa da qual você não deve abrir mão é de fazer atividades físicas.

Além de ajudar a prevenir doenças como diabetes gestacional e pré-eclâmpsia, os exercícios aliviam a ansiedade e podem ajudar no parto. Estudos recentes indicam que o hábito também pode promover melhor desenvolvimento cerebral do feto. Além disso, ficar longe do sedentarismo nessa fase ajuda a evitar o ganho de peso em excesso, que também pode ser prejudicial à gestação.

Claro que uma gravidez saudável depende de vários fatores. Não consumir bebidas alcoólicas é um exemplo, ou se alimentar bem, o que não significa que alimentos mais processados são proibidos, o importante é ter moderação com eles. E moderação também é a regra quando se trata de atividades físicas.

O mais importante é sempre conversar com seu médico sobre os exercícios que pratica e o que eles te fazem sentir. Respeitar seus limites é fundamental. Para te ajudar nessa missão, nós esclarecemos algumas dúvidas mais comuns sobre as atividades físicas durante a gestação e contamos o que é mito e o que é verdade.

 Quem não se exercitava antes de engravidar, não deve começar durante a gestação: MITO

O ideal é praticar atividades físicas ao longo de toda a vida, mas nunca é tarde para começar. Se você resolveu dar os primeiros passos para sair do sedentarismo durante a gravidez, lembre-se de iniciar lentamente, com exercícios leves e acompanhamento profissional. Evite excessos. Respeite o seu corpo e pare se sentir qualquer cansaço exagerado ou desconforto.

As atividades devem ser suspensas no último trimestre da gestação: MITO

Se a sua gravidez não for de risco, é possível se exercitar até o fim da gestação. No último trimestre, será necessário reduzir a intensidade dos exercícios e alguns deles podem ficar mais difíceis de serem feitos. Nessa fase, há uma mudança no equilíbrio da mulher, então o cuidado deve ser redobrado para evitar quedas. Converse sempre com o seu médico sobre isso e o consulte sobre as atividades que vêm realizando. Se ele autorizar, pode se mexer até o fim.

Abdominais são proibidos: VERDADE

Existem alguns profissionais que liberam os abdominais nos três primeiros meses da gestação, mas a maioria prefere evitar o risco. Nas outras fases, de acordo com os obstetras, os abdominais estão vetados. Outros exercícios devem ser evitados, especialmente aqueles com risco de impacto, como esportes com bola e lutas.

O ideal é fazer apenas atividades específicas para gestantes: MITO

Tudo depende de quais tipos de exercício e com que frequência a mulher praticava antes da gravidez, além das características individuais da pessoa e das condições da gestação. É possível continuar com atividades comuns, como musculação ou ginástica aeróbica. Procurar exercícios específicos de forma complementar, porém, pode ser uma boa ideia. Em especial aqueles que promovem o fortalecimento do assoalho pélvico são importantes: além de ajudarem no parto, eles são benéficos para a vida sexual.

Atividades na água oferecem benefícios extras: VERDADE

A água reduz o peso da barriga, diminui o impacto nas articulações e promove relaxamento. Assim, será mais fácil se exercitar, em especial durante o último trimestre da gravidez. Pode ser natação ou hidroginástica, o importante é aproveitar as facilidades que a piscina promove para tonificar os músculos e controlar a ansiedade.

O melhor presente que você pode se dar em seu primeiro dia das mães é o cuidado com você e sua saúde. Procure atividades que te dão prazer e mexa-se durante essa fase tão especial.

Fontes: Revista Crescer, Portal da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia e Jornal O Estado de São Paulo.

Posts Relacionados

Inscreva-se