Vinho e Gastronomia: um equilíbrio perfeito

A origem do vinho se confunde com a história da humanidade. Registros históricos apontam que a bebida fermentada existe desde a Idade da Pedra. O primeiro registro de produção da bebida é de 4.000 a.C, na Armênia, onde foram encontradas as primeiras prensas e outros equipamentos de plantação, cultivo e colheita das uvas e de produção do vinho.

Atualmente, a bebida faz parte dos costumes e culturas de diversos países por todo o mundo. Prova disso são os dados recentes da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV): que mostram que a produção mundial do vinho para 2018 foi estimada em 279 milhões de hectolitros (mhl). O consumo, no mesmo período, foi estimado em 244 mhl. Suas variedades são classificadas por cor, teor de açúcar, e pela uva utilizada no processo de fermentação.

Nos dias de hoje, em que a culinária e a gastronomia evoluíram e se tornaram uma experiência empolgante, para além da alimentação, encontrar as combinações adequadas de pratos e vinho pode proporcionar momentos mais interessantes, com sabores, texturas e prazeres variados. Para tanto, vale seguir algumas regras básicas de harmonização.

As dicas são do empresário Ciro Lilla, presidente da Mistral e especialista no assunto, apontado como uma das pessoas mais influentes no mercado de vinhos no Brasil. “Em geral, vinho doce combina com comida doce. Vinho encorpado, com acumulação de tanino, vai melhor com prato mais pesado, como um cabrito ao forno. Vinhos delicados são boas opções para pratos leves, como peixe ao vapor”, explica.

O especialista também dá dicas quanto ao molho e ao tipo de carne utilizado na refeição. “Se o molho é branco, melhor o vinho branco. Se é vermelho, a escolha deve ser pelo vinho tinto. O mesmo vale para carne: se é branca, deve ser acompanhada por vinho branco. Se é vermelha, pelo vinho tinto”.

Para quem nunca se aventurou neste meio, Lilla explica que o mais importante é ter bom senso: “se você escolhe um vinho leve para acompanhar um cabrito, não vai sentir o gosto do vinho. Se opta pelo tinto para acompanhar o peixe, não sente o gosto do peixe. A combinação é boa é quando o sabor de um não domina o do outro”.

De qualquer maneira, o melhor guia para combinar pratos e vinho é o próprio paladar, experimentando diferentes combinações para descobrir o que funciona e o que mais agrada o seu gosto. Vale lembrar que, independentemente da preferência por tintos, rosés ou brancos, doces ou secos, é fundamental beber com responsabilidade. Sem excessos, é possível apreciar cada nota e também perceber o resultado de uma harmonização perfeita.

Com informações de Revista Adega | OIV | Winepedia

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