Redes Sociais: Você tem medo de ficar por fora?

O uso excessivo das redes sociais leva a um problema conhecido como FOMO; entenda o que é e saiba como combatê-lo. 

Você está no cinema prestes a assistir ao filme mais aguardado do ano, mas não para de checar as redes sociais no meio da exibição. Na aula de biologia, a que você mais gosta, sempre dá uma espiada nas novidades do Instagram. Chegou à conclusão de que seria possível passar a semana sem várias coisas que ama, exceto o Snapchat. Se identificou com alguma dessas situações? Se a resposta for sim, fique esperto, pois provavelmente você foi atingido pela síndrome FOMO, do inglês fear of missing out (medo de estar ausente).

O caso é sério e foi tema de pesquisa realizada pela Universidade de Essex, na Inglaterra. Segundo o estudo, cerca de 75% da população mundial já experimentou sensações como “medo de ficar de fora” ou um “sentimento angustiante de ausência” ao ver atualizações de amigos em uma balada ou uma viagem que a pessoa ficou de fora. Para a psicóloga e headhunter Adriana Prates, o uso imoderado da internet e das mídias sociais potencializou e amplificou a ansiedade, o que pode, de fato, gerar um ciclo vicioso de pensamentos repetitivos e negativos.

De acordo com a especialista, existem alguns caminhos para lidar com a FOMO, mas o primeiro passo é reconhecer que há uma necessidade de mudança, já que muitas pessoas acabam negando esse comportamento e os sentimentos de medo e angústia. Grande parte, ela diz, perde a capacidade de julgar e de discernir o quão viciadas estão.

Prates ressalta que é importante se distanciar dos assuntos que intoxicam a pessoa e substituir esses pensamentos por outros relacionados aos momentos de bem-estar. “Os pensamentos de natureza positiva criam emoções sólidas que devolvem a autoconfiança. A autoconfiança surgindo e sendo alimentada diariamente faz com que o combate à FOMO seja mais efetivo. A pessoa autoconfiante sabe que não precisa estar em todos os momentos o tempo todo. Sabe que mostrar um perfil idealizado ou ostentar viagens e outras coisas nas redes sociais não contribui para que o mundo seja melhor, portanto não há sentido em continuar nessa linha”.

Ela recomenda, ainda, que a pessoa se dedique a atividades que gosta, seja um esporte, leitura, entretenimento, convívio com a família e amigos etc. Mas em certos casos, ela pondera, pode ser necessário o acompanhamento médico e terapêutico e até mesmo multidisciplinar a fim de que a mudança de comportamento seja consistente e duradoura.

 

Quais são os principais problemas que a FOMO pode gerar?

 

Já sentiu medo de estar por fora ou angústia ao ver a atualização dos amigos nas redes sociais? Compartilhe sua experiência com a gente!

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